Nós

Fabiana Carvalho é arquiteta e urbanista formada pela UFF, bioconstrutora e permacultura. Está se especializando em ‘Design para Sustentabilidade’ pelo Gaia Education, instituição parceira da UNESCO.

Há 3 anos se dedica aos projetos de arquitetura de baixo impacto e às estruturas em bambu. Participa ativamente desde a concepção até a execução da obra.

Por sua aguçada sensibilidade nos aspectos sutis dos ambientes, aplica seus conhecimentos em Arquitetura Orgânica, Metodologia Beta-Alfa, Feng Shui e Vastu Shastra na elaboração de projetos mais afetivos.

Acredita que a arquitetura ecológica é uma das possíveis ferramentas de transformação socioambiental para a construção de comunidades sustentáveis e regenerativas.

Leonardo Soares é Engenheiro de Produção formado pela UFF e bioconstrutor capacitado através de diversos cursos, vivências e experiências práticas. Trabalhou áreas de gestão de projetos, socioeconomia e sustentabilidade na Dialog Consultoria e no Soltec-UFRJ, o que contribui para uma visão de empreendedorismo social e criativo, na Bambuê.

As vivências em diversas culturas de vários países, incluindo países europeus e um ano de viagem de bicicleta pela América do Sul, formam uma bagagem de vivências em diferentes realidades e visões de mundo.

A capacitação no Centro de Referência do Bambu (Cerbambu), o contato com os profissionais colombianos e a experiência dos diversos projetos já realizados formam o conhecimento técnico e prático necessários para uma atuação profissional sólida na área de construção com Bambu.

Na Bambuê projeta e constrói estruturas desafiadoras e cativantes em bambu e outros materiais de baixo impacto, disseminando e valorizando essa arquitetura no Brasil.

Como surgiu a Bambuê?

A Bambuê surgiu do encontro entre Fabiana e Leonardo, quando ambos estavam num momento de definição dos caminhos a seguir.

Cada um vinha de um processo de reflexão sobre o próprio papel de si mesmo no mundo e que tipo de atuação gostaria de fazer, Leonardo em uma viagem de um ano de bicicleta pela América do Sul e Fabiana ao longo da faculdade de arquitetura e urbanismo, atuando junto ao movimento estudantil e movimentos sociais.

A partir desse encontro, passamos a pensar juntos de que forma poderíamos aproveitar melhor nossos talentos, habilidades, formações, gostos e intenções em um trabalho que fosse também uma ferramenta de transformação social e cultural.

Encontramos este lugar na Arquitetura Viva, com foco em bambu, onde trabalhamos com o corpo e a mente em sintonia, construindo ambientes mais harmônicos, naturais e interessantes para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Através dessa atuação, mostramos que uma arquitetura orgânica, de baixo impacto ambiental, com relações sociais equilibradas, é possível e necessária para o nosso tempo.

Para nos capacitar neste ofício, começamos entrando em contato com os principais profissionais e pesquisadores do assunto no Rio de Janeiro e participando dos encontros de bioarquitetura. Em seguida buscamos as melhores referências no Brasil, fazendo cursos com os mestres Lúcio Ventania no Centro de Referência do Bambu e Johan Van Lengen no TIBÁ, além de Bruno Salles e Danilo Rodrigues no Instituto Pindorama.

Com essa base de capacitação técnica e prática dos cursos, partimos para conhecer a realidade da Colômbia, o país com a cultura de construção com bambu mais ativa, com raízes tradicionais e aplicações contemporâneas. Fizemos uma viagem de três meses em bicicleta, conhecendo mais de cem obras, de diversas épocas e estilos, além de entrar em contato e firmar parcerias com diversos arquitetos, construtores e profissionais da área. A experiência de conhecer e vivenciar a cadeia produtiva do bambu, nos deu uma bagagem de referências incrível para aplicar em nossos trabalhos, o que consideramos nossa pós-graduação em bambu.

Na volta ao Brasil, em novembro de 2014, começam os trabalhos da Bambuê. Logo no início integramos o coletivo Criativo Mutuá com o ateliê instalado no bairro Rio comprido. Depois de um ano de parceria, fomos convidados para integrar a equipe de profissionais residentes do Tibá Rio – Instituto de Tecnologia Intuitiva e Bioarquitetura – onde ficamos responsáveis por todos o trabalho que envolvia bambu, desde manejo à construções de grande porte. Lá, apendemos e trabalhamos muitos e firmamos novas redes. De um encontro sincrônico surgiu nossa parceira atual com o coletivo de agricultura urbana Organicidade.

Hoje, estamos no Rio de Janeiro com o ateliê instalado no centro cultural da Fundição Progresso em pareceria com o Organicidade.

E escritório com base na sede do Rio Criativo, no bairro do Catete. O Rio Criativo é um programa da prefeitura que acelera empreendimentos da economia criativa. Através de um processo seletivo, fomos escolhidos para integrar a turma de empresa encubadas até 2020.

Desde o começo da Bambuê, já foram realizados mais de trinta projetos de diversos portes e objetivos.

Conheça os projetos que realizamos aqui.